Original em: https://monitormercantil.com.br/crime-de-guerra-no-ira-nao-sera-televisionado/
Na guerra, a primeira vítima é a verdade – esta frase é um dos primeiros clichês encaixados em análises feitas na mídia. Atualmente, a verdade pouca importa; a meta é conduzir a narrativa de modo a conquistar corações e mentes (ops, mais um clichê). A grande mídia ocidental faz isso com esmero, tarefa à qual a grande mídia instalada no Brasil se dedica com afinco capaz de fazer corar até blogs de extrema-direita estadunidenses.
Vejamos o caso do massacre de ao menos 175 crianças – meninas que estudavam em uma escola primária na cidade de Minab, no sul do Irã. O bombardeio, no sábado, que teria sido realizado pelas forças aéreas israelenses, foi ignorado ou escondido pela mídia. A fartura de vídeos e declarações de ONGs de direitos humanos sucumbiram a desmentidos emitidos pelos agressores.
Nesta segunda-feira, coube a um egrégio representante da mídia ocidental – o The New York Times – admitir o que já não dava mais para esconder: o bombardeio e as mortes são reais. E atacar escolas, hospitais e outras estruturas civis tem uma definição: crime de guerra.
Mesmo depois de chancelado pelo jornalão do establishment dos EUA, o massacre de crianças permanece escondido em páginas internas dos sites no Brasil – aqui, cabe sermos justos: a mídia lá fora faz o mesmo.
Se é incapaz de destacar um crime de guerra, imagine a mídia analisar com algum grau de isenção os motivos do ataque perpetrado pelos EUA e sua cabeça de ponte no Oriente Médio. Repete-se a ladainha das armas nucleares (alguém lembrou das inexistentes armas de destruição em massa do Iraque, 2003?) e ignora-se os interesses geopolíticos e econômicos, especialmente o objetivo de deter a expansão da China, consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio e – claro – o petróleo.
Mire-se no exemplo de Zimbábue, Lula!
O Zimbábue suspendeu, na semana passada, a exportação de minerais brutos e concentrados de lítio para promover o beneficiamento e maximizar a retenção de valor no país.
O ministro de Minas e Desenvolvimento Mineral, Polite Kambamura, afirmou em comunicado que a medida foi tomada no interesse nacional.
O país africano é dotado de abundantes recursos minerais, incluindo ouro, metais do grupo da platina, lítio e cromo, sendo que o setor de mineração desempenha um papel significativo na economia nacional. Empresas chinesas estão construindo fábricas de processamento no Zimbábue.
Rápidas
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