Globo Esconde Que BC Independente Sob Bolsonaro Facilitou Corrupção Master e tenta Condenar Governo Lula. Por César Fonseca

0
17
O assunto está sendo colocado debaixo do tapete, quando ferve o escândalo do Banco Master, cuja origem está no governo Bolsonaro(2018-2022), durante gestão da equipe econômica comandada por Paulo Guedes, na Fazenda, e Roberto Campos Neto, no Banco Central Independente(BCI).
Destaque-se que foi na gestão Bolsonaro que o Banco Central se tornou independente do governo para conduzir a política monetária, atendendo os interesses maiores da Faria Lima.
No governo Lula, a situação, relativamente ao escândalo financeiro, conduzido pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, mudou drasticamente.
O chefe do Planalto, depois de conversar com Vorcaro, apresentado a ele pelo ex-ministro Guido Mantega, que dava consultoria ao Master, mandou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, investigar o caso.
O resultado, na sequência, foi radical: o BC, orientado pelo Planalto, liquidou o banco, totalmente, bichado por falcatruas, que evoluíram incontrolavelmente, a partir do governo Bolsonaro.
Ou seja, Lula cortou o mal pela raiz.
NEO-LAVAJATISMO EM CENA
Agora, a Globo, engajada em neo-lavajatismo explícito, tenta colar o governo Lula ao STF, sobre o qual Vorcaro atuou, fortemente, para envolvê-lo em seus interesses, atraindo, principalmente, dois ministros da corte suprema: Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
O primeiro caiu na armadilha ao aplicar dinheiro em fundo financeiro administrado pelo Master em compra de resort de luxo de propriedade da família Toffoli.
O segundo foi envolvido indiretamente pela contratação de sua mulher advogada, Viviane Barci de Moraes, para defender interesses do Master na sua relação com o Banco Central, por meio de contrato milionário.
Ambos os ministros pecam pelos critérios da moralidade.
Ficou-se sabendo, também, que funcionários do BC Independente – portanto, ao largo da possibilidade de interferência do governo na instituição, em suas prerrogativas legais – participaram no jogo de influência para beneficiar Vorcaro, segundo investigação da Polícia Federal.
Verifica-se, portanto, que não há relação direta do governo Lula, no caso, mas, sim, do ex-governo Bolsonaro, onde ele se iniciou, na gestão de Roberto Campos Neto, então presidente do BCI, autônomo em relação ao poder executivo, embora, totalmente, submisso aos interesses do mercado financeiro, tal como continua ocorrendo.
A farra do boi patrocinada por Vorcaro, portanto, não existiria se o BC não fosse independente, pois, evidentemente, estaria ao alcance do Executivo, de modo a frear o seu mal comportamento em matéria de gestão.
O governo Lula, para sua saúde moral, felizmente, cortou o cordão umbilical que ligava o Banco Master ao BCI sob gestão relaxada de Campos Neto, determinando ação radical saneadora na arapuca Vorcaro, responsável por calotes monumentais.
O caso escandaloso envolve, sobretudo, de forma preponderante, políticos de direita e ultradireita, no Congresso e em governos estaduais e municipais, somando-se ao STF, nas manobras envolventes de Daniel Vorcaro.
Trata-se, portanto, de fantástica corrupção construída pela relação do mercado financeiro, representado por um dos seus membros de destaque, o Banco Master, e representantes do judiciário e legislativo, dominado, majoritariamente, pela direita e ultradireita fascista parlamentares.
CPI a ser convocada para investigar o mega escândalo deixará tudo exposto e esclarecido, se, claro, não for empastelado pela direita-ultradireita que estão metidos nele até o pescoço.
NARRATIVA MIDIÁTICA PICARETA DA GLOBO
É nesse contexto de obscuridade e pouca transparência que a Globo e a mídia corporativa em geral, aliadas do fascismo bolsonarista, tentam envolver o governo Lula ao escândalo Master por meio de narrativa tortuosa, capciosa e mal-intencionada.
Hoje, a jornalista Andrea Sadi, âncora do programa Studio I, e seus colegas, em clara forçação, desenvolveram raciocínio estapafúrdio segundo o qual o governo Lula se socorre ao STF por não dispor de maioria no parlamento, de modo que não se pode desvencilhar-se da Suprema Corte, enrolada no escândalo Master.
Conclui, dessa forma, que o Planalto e o STF estão no mesmo barco, propensos a naufragarem juntos, como se a relação executivo-judiciário estivesse condicionada umbilicalmente pelo escândalo.
E outro comentarista da equipe de Sadi, Joel Pinheiro, completa a farsa jornalística, concluindo que o beneficiário maior do escândalo, do ponto de vista eleitoral, é o senador Flávio Bolsonaro.
Justifica tal conclusão com argumento de que a percepção popular deduz, no desenrolar do escândalo, pela culpa do STF na condenação injusta do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papuda, para cumprir 27,3 anos de detenção.
Verdadeiro samba do crioulo doido.
PESQUISA OPORTUNA COMO PRODUTO DO ESCÂNDALO
Para completar a miscelânia jornalística inescrupulosa, comparece, em seguida, ao Studio I, o diretor da Quaest, Felipe Nunes, para apresentar último resultado de pesquisa eleitoral, aferida pela sua empresa, em que Lula e Flávio estão empatados em 41%, no segundo turno, mas que o resultado mais surpreendente é que 51% do eleitorado pesquisado consideram negativa a administração petista.
Tal conclusão soa como a cereja do bolo assado no forno da narrativa forçada como resultado complementar da “reportagem” da equipe comandada por Sadi.
Ela, essencialmente, serve para justificar a condenação popular do governo Lula, como promotor da corrupção do Banco Master ao lado do STF, do qual não pode fugir, para se proteger do Congresso que o persegue no cenário do semipresidencialismo tupiniquim inconstitucional, movido pela fraude das emendas parlamentares.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here