Guarda Revolucionária diz que forças iranianas aguardam frota dos EUA no Estreito de Ormuz. Por Poder Naval

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Barcos da Força Naval do Exército dos Guardiões da Revolução Islâmica na Manobra do Grande Profeta IX, na área geral do Estreito de Ormuz, Golfo Pérsico, em 2015

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que suas forças estão aguardando a chegada da Marinha dos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz, após declarações do presidente norte-americano Donald Trump sobre a possibilidade de proteger navios que transitam pela rota estratégica do Golfo Pérsico.

Os comentários do major-general Ali Mohammad Naeini, divulgados pela mídia estatal, são uma aparente resposta à coletiva de imprensa do presidente dos EUA, Donald Trump, nesta segunda, e às declarações recentes sobre a proteção do Estreito de Ormuz, uma rota marítima e petrolífera de importância global.

“As Forças Armadas da República do Irã estão aguardando a frota naval dos EUA na região do Estreito de Ormuz e o porta-aviões Gerald Ford“, disse Naeini.

Declarações de Trump

Anteriormente, Trump afirmou que os Estados Unidos avaliavam medidas para proteger o tráfego marítimo no Estreito de Hormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo. O presidente indicou que navios militares americanos poderiam escoltar petroleiros se a situação de segurança o exigir.

O estreito liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é responsável pelo trânsito de cerca de um quinto do petróleo transportado globalmente, o que torna qualquer ameaça à navegação na região um fator de forte impacto nos mercados energéticos internacionais.

Escalada no Golfo

A tensão no estreito ocorre no contexto da guerra iniciada após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em fevereiro de 2026, que provocaram uma série de retaliações iranianas contra bases militares e navios na região.

Desde então, a Guarda Revolucionária tem advertido navios comerciais sobre os riscos de atravessar o estreito, levando diversas companhias marítimas a suspender ou reduzir suas operações na área. O fluxo de embarcações caiu drasticamente nas últimas semanas, o que aumenta o risco de uma crise energética global.

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