
Esta estátua está localizada na cidade de Zaragoza, Espanha, e é chamada de “A Mulher que Não Faz Nada”, como uma crítica à falta de reconhecimento do trabalho doméstico.
Chamá-la assim é, na verdade, revelar o quanto o mundo ainda não aprendeu a enxergar o essencial. Porque o trabalho doméstico não faz barulho, mas ele sustenta o barulho dos outros.
Não aparece, mas permite que tudo apareça. Não é celebrado, mas é o que torna possível qualquer celebração.
Como uma força invisível que organiza o caos, como mãos que, sem aplauso, mantêm o cotidiano em ordem, como um altar onde se cultua o cuidado.
Ela carrega mais que objetos, carrega o mundo. Cada panela, cada roupa, cada gesto repetido é um pequeno ritual de permanência da vida.
Os filhos que a tocam na escultura não são apenas crianças, são o futuro que se apoia no invisível.

