O ensino de Mandarim no contexto da escola brasileira. Por Redação

Ensinar Mandarim nas escolas amplia a visão de mundo, fortalece o desenvolvimento cognitivo e prepara alunos para um mercado global. Por Luiza Sassi, Diretora Geral do Instituto GayLussac

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Luiza Sassi

Original em: https://monitormercantil.com.br/o-ensino-de-mandarim-no-contexto-da-escola-brasileira/

Ampliar a visão de mundo dos alunos é um dos desafios da escola do século 21. Desse modo, conhecer diferentes culturas ressaltando a importância da pluralidade cultural permite o desenvolvimento de uma mentalidade aberta a novos conhecimentos. Assim, compreendemos a importância do ensino de Mandarim para alunos a partir do Fundamental 2. Isso se dá principalmente pela relevância da China no cenário global: em 2025, o país registrou um superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão, o maior de sua história. No mesmo período, seu Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5% em relação ao ano anterior, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS). Além disso, o país lidera a transição para a mobilidade elétrica, concentrando cerca de 60% das vendas mundiais de veículos elétricos, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA).

Outro ponto que conta a favor da China é o seu comércio com o Brasil, que alcançou US$ 171 bilhões em 2025. Assim, podemos dizer que o país tem desenvolvido um papel determinante no cenário econômico mundial. Com isso, considerar o Mandarim como disciplina obrigatória nos colégios é mais do que razoável. O ensino do idioma, além de uma perspectiva de ampliação cultural, também indica uma visão de futuro para os alunos.

Em um mercado cada vez mais globalizado, dominar idiomas além do inglês pode representar um diferencial competitivo. Empresas multinacionais valorizam profissionais capazes de se comunicar com parceiros, fornecedores e clientes em diferentes mercados.

Ampliar ao rol de idiomas representa oferecer liberdade de trânsito no mundo, além de favorecer o desenvolvimento cognitivo. Pesquisas publicadas na revista Nature sugerem que pessoas bilíngues ou multilíngues tendem a exercitar continuamente áreas do cérebro ligadas à atenção, à memória e à flexibilidade mental. Esse estímulo constante pode contribuir para a preservação dessas capacidades e para a construção de uma maior reserva cognitiva durante o envelhecimento – isso tudo com uma perspectiva de manter o uso da aprendizagem ao longo da vida – lifelonglearning.

O ensino do Mandarim no Brasil colabora para o entendimento das identidades de um ator internacional estrangeiro. Seu ensino favorece aos brasileiros uma visão ampliada para que compreendam a língua chinesa adquirindo a habilidade de leitura de seu sistema de escrita, como também possibilita o acesso a significados culturais. A educação precisa preparar os alunos para dialogar com diferentes realidades e compreender a diversidade cultural que caracteriza o mundo contemporâneo, o que possibilitará uma mentalidade mais tolerante e compreensiva. Para isso, é fundamental oferecer experiências e conhecimentos que ampliem suas perspectivas e fortaleçam sua formação acadêmica e humana. Somente assim será possível formar indivíduos aptos a atuar em uma sociedade cada vez mais global, interconectada e que precisa analisar o seu território à luz de uma visão mundial.

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