Deputado Rui Falcão, histórico integrante do PT, respeitado lutador pela democracia, está indignado com a passividade de Sidônio, o chefe da comunicação do governo Lula.
Em entrevista à TV 247, na quarta-feira, 25, ele desabafou: por que Lula não fala, pelo menos uma vez por semana, com a população, como fez Lopes Obrador, ex-presidente do México, que falava, diariamente, com os mexicanos, e sua sucessora, presidenta Cláudia Shimbau, que faz a mesma coisa?
Será que Lula não tem o que de relevante comunicar ao povo, semanalmente, pelo menos, falando 20, 30 minutos, descendo a detalhes do que o seu governo anda fazendo de positivo, na saúde, na educação, na infraestrutura etc e tal?
Não adianta fazer o que vem fazendo, como, por exemplo, programar solenidades de inauguração de iniciativas, porque a mídia conservadora, adversária dele, apenas, faz registro rápido dos acontecimentos, no mais das vezes, esvaziando suas iniciativas, propositalmente.
O exemplo, nesta semana, ocorreu na solenidade de apresentação do caça supersônico, Gripen, que o governo contratatou da Suecia, com transferência de tecnologia, para enriquecer a tarefa de garantir segurança aeroespacial no Brasil.
A Globo deu uma merreca de notícia.
Não relatou a história sobre a iniciativa governamental, desde o seu inicio, desenvolvimento e conclusão, bem como a importância, no plano científico e tecnológico que ela representa para o desenvolvimento nacional.
A Globo, bem como as demais emissoras, que vivem das verbas oficiais, fazem, apenas, o registro; já a história do acontecimento fica sem ser contada para a população.
Era para ter uma cobertura completa do que levou o governo a alcançar essa conquista importante para a soberania em matéria de obtenção do conhecimento e capacitação da inteligência nacional.
A contextualização do fato é fundamental.
O que fez o governo no canal de notícia que dispõe, a TV Brasil?
Simplesmente, nada.
Era para Lula e especialistas descorrerem sobre fato e ir aos seus detalhes, em espaço nobre, em que o titular do Planalto apresentasse à população o resultado de uma iniciativa governamental como conquista social relevante.
A oportunidade se perdeu.
Não era para que evento de tal natureza, assim como inúmeros outros, fossem expostos, semanalmente, de forma didática, para o conhecimento coletivo?
O acúmulo de iniciativas, no tempo, constituir-se-ia numa pedagogia social relevante, como fator educativo.
Certo está a repórter Tereza Cruvinel, da TV 247, também, ex-diretora da TV Brasil, uma de suas criadoras, no tempo do Governo Dilma Rousseff, que se disse indignada quanto à ausência de comunicação efetiva para mostrar o acumulado das iniciativas governamentais.
Tudo vai se perdendo por falta de uma comunicação competente, contextualizada, pedagogizada, educativa.
Rui Falcão levantou o calcanhar de Aquiles do governo: não tem capacidade de apresentar à população o que está realizando, de modo a promover a conscientização política social, de forma didática, pedagógica e efetiva.
Não adianta esperar o ano eleitoral, como está dizendo Lula, para dizer que chegou a hora de confrontar a verdade com a mentira, para desmoralizar a oposição bolsonarista, cuja missão é multiplicar fake news.
Se a comunicação governamental, de forma honesta, fosse realizada, o efeito das fake news bolsonaristas seria anulado por falta de sustentação lógica.
A comuniciação do governo com a população é obra do dia a dia, ininterruptamente, para formar a consciência social, como obra pedagógica, em vez de algo extemporâneo, jogado a esmo, sem contextualização, como vem acontecendo com as apresentações aleatórias das atividades governamentais.
Até quando continuará essa incompetância?


