Ao celebrarmos os 400 anos das Missões Jesuíticas-Guarani, somos convidados não apenas a olhar para o passado, mas também a refletir sobre o Brasil que poderíamos ter sido.
Imaginem o que seria nossa Nação se o projeto civilizatório das Missões tivesse continuado…
Os jesuítas, como o inesquecível Padre Gabriel retratado em “A Missão”, não chegaram impondo apenas armas ou poder. Eles utilizavam a música, a fé, a educação, o trabalho comunitário e o diálogo para conquistar a confiança dos povos indígenas.
As reduções jesuíticas eram experiências avançadas para sua época:
com produção coletiva, arte, espiritualidade, ensino, organização social e respeito à dignidade humana.
Talvez tivéssemos construído uma das maiores civilizações humanistas e cristãs do planeta, integrada aos povos originários, com menos violência, menos escravidão e maior harmonia entre culturas.
Infelizmente, a ganância econômica, a disputa colonial e a escravidão destruíram grande parte desse sonho.
Mas o legado permaneceu.
Permaneceu na fé do nosso povo.
Permaneceu na música missioneira.
Permaneceu nos valores da fraternidade, da solidariedade e da dignidade humana.
E permaneceu também aqui no Paraná, inclusive em Cambé, onde existiu a Missão de San Joseph, hoje reconhecida no Sítio Arqueológico Fazenda Santa Dalmácia.
Celebrar os 400 anos das Missões Jesuíticas-Guarani é homenagear não apenas uma obra religiosa, mas um ideal de civilização baseado no diálogo, na fé, na educação e no respeito ao ser humano.
Muito obrigado.
Deputado Luiz Carlos Hauly
“Brasileiro de Verdade”

